Cresci a ouvir a minha mãe falar do quanto eu odiava o Carnaval. Cresci a ouvir a história do dia em que, com dois anos, cheguei a casa vinda da tão adorada festa de Carnaval do infantário e só disse "estou deprimida, vou para a cama". Sempre fui assim, do contra e com a mania que vivia à frente no tempo. Era miúda e lutava contra as asas da fantasia de borboleta, deitava fora a coroa da máscara de princesa e não queria o cesto do capuchinho. Resumindo era criança e queria ser apenas quem era. Agora dou por mim a ser adulta e a perder tempo a pensar nos detalhes que faltam à minha fantasia.
Sou ao contrário, talvez ...
Um bom gélido e torrencial Carnaval
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