Depois fomos sobrando e desgastando a vida que chego a ter dúvidas que vivi.
Em cada passo à frente estava presente um cem número de passos de corrida que teimavam em só funcionar quando se corria para trás.
Chegamos ao início na altura em que tudo à nossa volta já tinha chegado ao fim.
Na realidade perdemos, não naquele momento mas em todos os outros. Todos aqueles em que o que restava estava apenas a sobrar.
Como prémio guardo o medo, tenho-o na estante que me ajudaste a montar.
O pó até o limpo de vez em quando, mas o medo está-se sempre a sujar.
De resto nada tenho, a não ser a dúvida de que por tão sumido ser, concluir que tudo aquilo na realidade nunca cheguei a viver.
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